segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Estreia Night Club, o musical


'Night Club, O Musical', estreia nesta sexta, dia 12, no Teatro de Arena, em Porto Alegre 

Suspense, mistério, humor, música e dança são os ingredientes deste thriller que pretende reviver a memória dos musicais em Porto Alegre



Night Club, O Musical”, produção da Cia. Ditirambo, estreia nesta sexta-feira, dia 12 de outubro, no Teatro de Arena, em Porto Alegre, cumprindo temporada até o dia 04 de novembro, sempre de sexta a domingo, às 20h. Vencedora do Prêmio de incentivo à Pesquisa em Artes Cênicas no Teatro de Arena, a peça é um thriller musical escrito e dirigido por Claudio Benevenga e aposta na versatilidade de três premiados artistas gaúchos, reconhecidos por seus talentos como atores-cantores: Denizeli Cardoso, Glau Barros e Pablo Capalonga.

O espetáculo conta a história de duas irmãs gêmeas, Milly (Denizeli) e Lilly (Glau), moças pobres que sonham em conquistar o sucesso como artistas. A trama se passa nos bastidores de uma famosa casa noturna paulista nos anos 30, o Night Club, de propriedade de Estevan Carron (Capalonga) e oferece os elementos tradicionalmente presentes neste gênero, como suspense, mistério, intriga, números musicais, humor e muita ação.

A formação de um triângulo amoroso entre as irmãs e Estevan Carron resulta no assassinato do empresário, o que desencadeia toda ação.  A narrativa costurada por números musicais cantados ao vivo pelos atores se dá de forma não linear, em que passado e presente se intercambiam, como em um quebra-cabeça, permitindo ao espectador reconstruir a história o tempo todo.    

Com “Night Club, O Musical”, a Cia. Ditirambo busca resgatar e investigar o gênero musical, valendo-se do talento e da experiência de três atores-cantores, diversas vezes premiados por suas atuações. “Pretendo reintroduzir à cena teatral gaúcha um gênero de espetáculo pouco explorado, mas que tem grande potencial para mobilizar plateias”, argumenta o diretor. Contabilizando 20 anos de experiência, o ator, diretor, autor e produtor teatral, Claudio Benevenga vem se destacando pela criação de comédias, nas quais se evidenciam o cuidado com a escolha do elenco e o acabamento da produção. O resultado disso tem sido o sucesso de público, o reconhecimento da crítica especializada e da classe artística , atestado por diversos prêmios Açorianos e Tibicuera, concedidos pela Prefeitura de Porto Alegre. Entre seus principais trabalhos destacam-se grandes sucessos do teatro gaúcho, tais como as comédias “Esse Pitéu é uma Parada”, “Como Emagrecer Fazendo Sexo...” e “Como Agarrar um Marido Antes dos 40”.


Ficha Técnica
Texto e direção: Claudio Benevenga
Elenco: Denizeli Cardoso, Glau Barros e Pablo Capalonga
Iluminação: Anilton Souza
Trilha Sonora: Everton Rodrigues
Preparação Vocal: Francis Padilha
Coreografias e preparação corporal: Saionara Sosa
Figurinos: Daniel Lion
Cenário: Claudio Benevenga
Fotos: Gerson de Oliveira
Cenotécnico: Miguel Lima
Costureira: Naray Pereira
Assessoria de Imprensa: Silvia Abreu
Projeto Gráfico: Sandro Ka
Produção Executiva: Denizeli Cardoso e Claudio Benevenga
Realização: Cia. Ditirambo Cia. Cênica
Financiamento: Governo do Estado do Rio Grande do Sul / Secretaria de Estado da Cultura / Instituto Estadual de Artes Cênicas / Prêmio de incentivo à Pesquisa em Artes Cênicas no Teatro de Arena.

Serviço:
O quê: Estreia do thriller “Night Club, O Musical”, com Denizeli Cardoso, Glau Barros e Pablo Capalonga. Direção de Claudio Benevenga.
Onde: Teatro de Arena (Av. Borges de Medeiros, 835  Porto Alegre - RS, Fone: 51 3226-0242), Porto Alegre.
Quando: Estreia dia 12/10/12, sexta-feira, às 21h. Temporada de sexta a sábado, às  21h, e domingo, às 20h. Até 04 de novembro de 2012.
Quanto: R$ 10,00. Ingressos no local, 1 hora antes do início do espetáculo.
Informações:
Censura: 10 anos                
Duração: 1h20min
Convênio com Safe-Park


terça-feira, 2 de outubro de 2012

As mina pira

Tá bom!
Realmente peguei pesado no post de ontem...
Mas acho que é a segunda-feira e seu velho estigma de ser odiada e indesejada por todos.

Hoje vamos falar sobre homens.
Não do tipo que está protagonizando o post abaixo.
De repente até são desse tipo, mas como estão longe, eu com isso!

Como dizia uma escola de samba carioca em seu enredo maravilhoso:
"Sonhar não custa nada..."

E por falar em samba, vamos começar com o primeiro espécime masculino que merece figurar neste post que irá elencar "Os 10 homens mais 'as mina pira' deste e de todos os anos!"

Diogo Nogueira

Lázaro Ramos

Denzel Washington

Johnny Depp

Toni Garrido


Agora me caiu os 'butiá' do bolso!
Acredita que no meio da lista eu vi que não ia achar os 10 mais?
Só consegui lembrar destes 5 aí de cima.
Credo!
Agora me preocupei...
Ou é preguiça ou exigência ou descrédito total!
Vou pra cadeira do pensamento refletir sobre isso...

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Coração de pedra

Olha que eu não sou de me queixar da vida, até porque tenho pais maravilhosos, irmã de ouro, filhas fofíssimas, saúde pra dar e vender, emprego, salário (que dá ali, mas dá) e amigos muito, muito queridos, todos!

Mas de uns dias pra cá ando num "estado de nervos" (expressão que não diz nada, mas que todo mundo entende...e que quer dizer 'nervos à flor da pele' ou 'nervos em frangalhos' - no caso a segunda explicação está mais de acordo comigo...).

Em fevereiro, pra quem não sabe, me separei...
É...de novo...
E me deparei com uma casa pra dar conta, duas crianças pra educar|cuidar|vestir|brincar|fazer dormir, ter que trabalhar (em um novo lugar - estava há 15 anos no outro...), ensaiar, tocar um projeto de cd, e viver...

Meu ex, além de ir trabalhar numa casa noturna (maior concentração de disponíveis, gurizada, piriguetis e assemelhados), e encontrou lá um rabo-de-saia, ou dois, ou três, sei lá....só sei que, vivendo no mundo dos playboys e com toda a oferta que a 'night' dá, ele se deslumbrou e abandonou mulher (eu), filhas (uma de 1 ano) e casa (com diversas pendências pra resolver). Tudo isso, caro leitor, em troca de diversão, mulheres e agitos. Até brinco colocou e tênis da moda comprou...e pra dar o micha e ridículo dindin das filhas, é um parto...
Foi morar com a mamãe e viver uma vida de solteiro, livre, leve e solto, sem responsabilidades e com tempo pra fazer tudo que der na telha!
Que fácil assim, não é mesmo?

Mas Glau! Você é uma mulher forte, que se sustenta sozinha, vai tirar isso de letra!
Ah é? Vou mesmo?
Te digo com sinceridade: Não! Não consigo!
Sou fraca pra emoções e sentimentos. Me apego, gosto e amo com pensamento de 'pra sempre'...
Não entendo como, pela segunda vez, uma pessoa abandone tudo assim...
Uma vida a dois é cheia de altos e baixos, ainda mais com filhos...
Custa pensar com carinho nas pessoas que durante 9 anos conviveram contigo? Pensar que vai fazê-las sofrer de novo?
Pessoas e sentimentos verdadeiros não são descartáveis, porra!

Há meses venho fazendo a linha 'fina e forte', mas a verdade é que não tá dando...
Como não tenho pra quem me queixar - podia me queixar pro papa... - e também não quero estar dando preocupações e enchendo o saco dos amigos co uma torrente de problemas e lágrimas,venho aqui escrever e desabafar.
Como tenho aqui um lugar pra chamar de meu, o jeito é escrever...
Fica uma espécie de terapia (ajuda uma beirada!)
Às vezes alguém entra, lê e te dá um conselho, uma palavra reconfortadora, faz uma piada, e a gente esquece um pouco o problema cabeludo...

Apesar de tudo, continuo sendo uma pessoa alegre (por enquanto por fora) e uma boa companhia pra tomar uma cerveja e dar risada...
Pode me convidar, vai me fazer um bem...


sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Glau canta Elis

Início de julho começamos a ensaiar.
Pra quem conhece um pouco da vida da Elis Regina, sabe da intensidade e genialismo dela que foi - e ainda é - uma das maiores cantoras de todos os tempos do mundo!
É uma ousadia, diria até um atrevimento, fazer um show com o repertório interpretado por ela.
Mas em certos assuntos sou assim mesmo: atrevida, ousada e outras vezes até um pouco impertinente.

No repertório, inicialmente, tinham umas 200 músicas!
Pra chegar em 20 foi um parto com dor. Mas nasceu...

O velho truque do pout-pourri salva...
Junta essa com aquela, um bloquinho de Milton, outro de samba,mais um de João Bosco, e neste caminho conseguimos deixar um repertório onde as pessoas vão ouvir as mais emblemáticas músicas cantadas pela Elis.

Claro, o fulano vai sair querendo ouvir tal e o sicrano aquela bem boa que diz assim...
Mas, mesmo que Elis descesse à terra hoje, com a permissão do pessoal do céu - ou de onde ela esteja - teria que ficar por aqui uns quinze dias, dia e noite, em cima de um palco pra cantar seu repertório inteiro.

Dia 4 de outubro, semana que vem, estamos lá na feira do Livro, no Teatro do Sesc, eu, Giovani e Catata, entoando as canções de Elis...

AGORA EU SOU UMA ESTRELA

Agora o braço não é mais o braço
erguido num grito de gol.
Agora o braço é uma linha, um traço,
um rastro espelhado e brilhante.
E todas as figuras são assim:
desenhos de luz, agrupamentos de pontos,
de partículas, um quadro de impulsos,
um processamento de sinais.
E assim - dizem - recontam a vida.
Agora retiram de mim a cobertura de carne,
escorrem todo o sangue, afinam os ossos
em fios luminosos e aí estou
pelo salão, pelas casas, pelas cidades,
parecida comigo.
Um rascunho,
uma forma nebulosa feita de luz e sombra
como uma estrela. Agora eu sou uma estrela.

Texto gravado por Elis Regina.




terça-feira, 25 de setembro de 2012

...


Um dia ela acordou e algo diferente passou pela sua cabeça.
Não estava cansada, nem depressiva, muito menos feliz.
Estava estagnada.
Presa numa vida que não fazia sentido pra ela.
Pra onde quer que se movesse, não iria a lugar algum.
As diversas vidas que, ao longo de sua existência, ela havia imaginado ou sonhado ou planejado, nenhuma deu as caras até agora.
A vida que levava era fragmentos de vidas desejadas.
Culpa de alguém?
Falta de vontade?
Rédea solta demais?
Medo?
Muitos podem ser os motivos pra que ela não esteja vivendo a seu gosto.
Só tinha uma certeza: precisava dar a esta vida uma direção que, daqui dez, vinte anos, ela não tivesse que sentir esta mesma sensação ao acordar...


quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Encontro vintage


De uns dois anos pra cá, venho encontrando amig@s que há muito não via.
Não preciso entrar aqui no assunto “redes sociais” etc...etc...etc...mas com a ajuda do face, orkut (lembram desta rede do século passado?), linkedin (nem sei o que é, mas recebo convite adoidado dele) e outras modernidades internéticas, os encontros vintages passaram a ser cada vez mais freqüentes na vida da gente.

O fato é que naturalmente, com o passar do tempo, alguém que antes era unha-e-carne contigo, vira, de uma hora pra outra, algo parecido com a lembrança de um personagem de um livro bom que se leu há tempos atrás. No caso, o livro da nossa própria vida.

E a saudade que a gente sente às vezes nem é tanto da outra pessoa, e sim de nós mesmos. De como a gente era na época: mais inocente, mais divertida, mais disponível, com mais tempo pra jogar fora, mais desencanada, mais crédula nas pessoas e no futuro brilhante que me espera logo ali dobrando a esquina, com o coração mais ‘verde-amarelo-branco-azul anil’,mais...

Não que hoje eu seja menos...é que hoje sou mais outra coisas: mais bonita, mais experiente (vulgo: idade avançada; vulgo real: velha...), mais feliz por ser mãe de duas fofuxas lindas, mais profissional, mais intuitiva (e crédula em minhas intuições...), e mais um montão de outras coisas.

Ando nostalgia pura. Mas eu sempre fui nostálgica. Vivo numa eterna saudade...às vezes tenho saudade até de algo que não vivi.

Mas voltando ao assunto de reencontros, o melhor deles é quando se reencontra pessoas que, mesmo passando um tempão sem ver, parece que a última vez que se viu foi ontem. A energia é a mesma,as brincadeiras não se perderam no tempo, a empolgação ainda ta lá em cima....uma festa.
Isso só prova o quanto a pessoa tem haver com a gente.
Adooooro isso.

Ontem mesmo saí com uma pessoa que no passado até não tínhamos muita convivência, mas tínhamos muito em comum. E em meio a cerveja e boa conversa, rimos muito - de tudo e de todos, principalmente de todos – fizemos análises, rimos mais, ficamos sabendo como estão os amigos em comum que não vemos há tempo também, rimos de monte, revelamos segredos antigos – dos  outros, claro! – rimos mais ainda...e conforme a cerveja foi fazendo efeito, fomos gargalhando e até os nossos segredos foram sendo revelados também  - ai meu deus, o que foi que eu falei, mesmo?

Nada como olhar pra trás e perceber que temos uma vida boa...
As escolhas que fizemos talvez não fossem as mais acertadas, mas o que importa é a postura que temos diante daquilo que escolhemos.

Tudo vale a pena quando a alma não é pequena...


domingo, 12 de agosto de 2012

Night Club, o musical


Comecei a ensaiar meu primeiro – de muitos, espero! – musical.
Ano passado, meu querido amigo Cláudio Benevenga me convidou pra encenar “Night Club”. O texto e a direção é dele. O elenco: Glau Barros, Denizele Cardoso e Pablo Capalonga.
Aqui no sul temos uma grande lacuna a ser preenchida neste gênero teatral. E não são todos os atores que possuem os três quesitos principais para trabalhar neste tipo de montagem: cantar, interpretar e dançar.
Tem que saber, não dá pra fazer de conta. Principalmente no que diz respeito ao canto.
Ou tu canta ou tu canta, amigo.
E imagina a pressão: cantar, interpretar o que canta e encaixar tudo isso numa coreografia, o mais gracioso, leve e preciso possível, pra que o trabalho fique impecável.
Os três escolhidos por Benevenga cantam, dançam e interpretam.
O trabalho é árduo, exige bastante, porém com uma equipe de profissionais de primeira, fica muito confortável e agradável participar de um projeto tão desafiador e, digamos, inovador aqui pelos pampas.
Cada dia de ensaio é uma descoberta bacana, fazendo com que eu anseie chegar o dia do ensaio pra ver quais desafios temos pela frente.
Nestes primeiros encontros, trabalhamos com poucas pessoas ainda.
Temos Suzi Martinez na assistência de direção, fiel escudeira do Bene, com seu olhar perspicaz e sua boa energia na condução dos ensaios. A Sayonara Sosa nas coreografias precisas e extremamente criativas (anotar: matar a... – desculpe...piada interna...rsrsrsrsrs), o Éverton Rodrigues e seus acordes,  ritmos preciosos e seu timing para musicais, e tudo isso sob a batuta franca e acolhedora do Cláudio.
É tudo muito bem construído, pensado, exigido.
E tem que ser mesmo.
Acostumamos ver musicais muito bem produzidos e encenados, com raras as exceções contrárias.
No imaginário do público, um musical é algo grandioso, envolvente, glamouroso, um mundo de sonhos.
Nós, os atores, o diretor e a equipe técnica, estamos todos de alma e coração abertos neste trabalho, empenhados para que este trhiller musical tenha todas estas características e muito mais.
Night Club, o musical, conta a história de duas irmãs gêmeas ingênuas e talentosas e um dono de cabaré ardiloso e sedutor, tudo ambientado nos anos 30.
Este espetáculo recebeu o Prêmio-montagem do Teatro de Arena, local de estreia do trabalho, no dia 5 de outubro.
Muita expectativa. Muito trabalho. Muita emoção. Muito foco. Muita garra.
Um musical é sempre assim...
...MUITO TUDO!